segunda-feira, 14 de abril de 2008

Tristeza

Restos de solidão,
Estão em meu quarto,
O frio que congela aqui jaz também,
E entristece minha alma.

A incompreensão,
De algo que sequer tem explicação,
E quanto... quanto eu tentei,
Mas não sei onde chegar enquanto.

Lágrimas que correm,
Assim como a chuva cai,
Trazem a calma ao meu coração,
Mas meus passos seguem sem direção.

Seguimos em caminhos separados,
Por não haver sequer o perdão,
E mesmo estando lado a lado,
Estamos distantes,
E isso não tem solução.

Sinto como pregos na cruz,
Sangrassem minhas próprias mãos,
A dor que agora me transpassa,
Esse sentimento que não passa... sem fim.

Ainda existe o amor?
Choro lágrimas contidas... escondidas,
A tristeza que em meu peito habita...
Que em meu rosto floresce,
Ainda está aqui dentro.

Ergo minhas mãos e a faço prece,
E apesar das decepções...
Frustrações... desilusões,
Sei que minha palavra sincera,
Ao amor de Deus aquece.
Que de mim com carinho se lembra,
Me conforta...
E de si mesmo se esquece.

Restos de um passado, 
Que teima em permanecer.
De um presente, não mais presente,
Que não permite o viver.

Sigo abandonado nesse céu cinza,
Nesse caminho árido,
Sem beleza.
Não se acheguem... não se aproximem,
Me deixem a sós,
Com a minha tristeza.


falling boy  ...  no more words

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