quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Borboletas...

- Borboletas roxas, Lucy.
Como??
- São borboletas roxas, disse ele.
Estava escuro, mas mesmo estando com sono ela ouviu.
O que ele queria dizer?
Foi sua primeira frase antes de se levantar da cama. Mas suficiente.
A voz pode ser poderosa mesmo sendo invisível.
- Eu queria entender por que disse tudo aquilo ontem. Saiba que eu não queria.
Haviam discutido sobre a relação, Victor havia pedido o divórcio em um ímpeto de raiva impensado e ela parecia transtornada pelas palavras do marido.
Ele estava com razão, além de cansado pelo dia que tivera, estar péssimo o seu humor e todos os seus poréns. E não menos o que havia feito.
Ele nunca havia agido daquela forma e nada mais importava agora, essa era a verdade.
Da janela, tudo o que se via eram folhas, e um dia sem graça, da cama, um cômodo desarrumado, sapatos e roupas ao chão.
Ficara sem entender o que aquilo significava. Parecia nervosa.
Victor levantou-se, foi até a janela não queria olhar em seus olhos. Lucy então levantou e disse:
- O que queres que eu faça? Queres mesmo que eu vá embora?
Enquanto de seu rosto caía uma lágrima, Victor pediu seu silêncio:
- Não diga nada, apenas me abrace.
Foi tudo o que sobrou, um abraço, quando uma das borboletas roxas saiu voando, depois outra, outra e mais outra. Todas foram embora.
Borboletas eram os sonhos da sua vida... mas ainda restava o amor.




falling ).( b\o/y

Um comentário:

  1. Gosto quando escreve assim.

    Ainda bem que sobraram as azuis!

    Saudações

    Odmieniec William Goroncy

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