sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mateus

Bom gente, pra quem não me conhece, vou fazer minhas devidas apresentações, ou mostrar o meu derrière para quem quiser ver. Eu sou simplório, feio, pseudo-culto-inteligente, metido. Posso até passar por antipático.
Tá bom, eu confesso aos desavisados que eu posso ser muito assim.
- Muito assim, como?
- Antipático.
- Ahhhhh!!!!!!!!!
Olá gente, meu nome é Mateus.
Em mais um sonho que eu tive, estava a pensar em uma pequena história de amor, aquele que mal dura o tempo de um sonho, ou de um sono mal dormido.
Isso se você não for uma mulher mal amada, ou mal resolvida, ou que acha que sexo na vida só existem dois: ou o seu, ou o masculino. Mulher burra.
Não sabe que o melhor é entregar a rapadura?
Mas então, continuando a história, porque eu odeio me desconcentrar...
Pode continuar.
- Eu me vi, com um cetro na mão.
Eu era um rei bonitão até. Adoro cetros.
Sim, cetros e roupas vintage reais do século passado. Espero que você não se oponha ao meu gosto antiquado e excêntrico.
- Há um rei em todo lugar para um prisioneiro como você. Não gosto que me digam isso.
Parece que não tenho o poder de decidir, o poder de escolha. Que eu não sou convicto.
- Veja bem, finalmente lhe encontrei enquanto em um dia, feliz, caminhava pelo parque. E agora?
E o que aconteceu? O acaso.
Apenas por acaso, eu te encontrei, eu te conheci, você estava tremendo e o dia estava azul.
- Azul, lindo, da cor do céu. Eu queria ser céu.
Esse romance não está indo muito além do que imaginaste?
- Jamais! Aconteceu, e eu te amo. O céu é impossível.
Te amo? Não.
Eu já te amava, muito muito antes de te conhecer. Pois já sonhava contigo.
- hahahahahahahah...
Não ria, eu estou falando sério.
- Nós eramos e somos grandes companheiros, e assim foi fácil começar uma história. Eu não mereço teu amor.
- Não digas isso.
Eu não esperava, nunca esperava. Eu posso ser céu?
- Pode sim.
Quem me faria lembrar que o azul é triste? Ele sim é alegre e puro, como as nuvens.
O rei de espadas é apenas uma carta imóvel, no meio do baralho.
Acho que é assim, como nos filmes, sempre tem um final feliz. É natural, sabe?
Nós éramos companheiros; prisioneiros, e eu caminhava, veja bem, por qualquer caminho que aparecesse. Sem saber que tu existias.
- Mas hoje nós somos.
Um rei eu era. Você me deixa louco. Ou será que eu é quem sou louco?
O que fazer, amor? Esse romance vai muito além. Fácil é ser feliz. Como você e eu também.
Estamos presos ao sentimento inefável, sentimento bom.
Um acaso aconteceu, e eu caminhava. E no meio do azul veio a alegria.
- Eu, louco, sou um porre. Lugar, lembrar, fazer, acontecer... eu não quero mais nada.
Quer o quê?? Fala logo, antes que eu fique muito mal humorado.
- Morrer aos poucos.
- Ahhh tá.
Isso de morrer assusta as pessoas um pouco.
- É, eu sei.
Céus e o azul foram feitos para serem felizes... entende?
- Se não te entendesse não estaria aqui te ouvindo!!
Eu sei que tudo é transitório na vida, mas eterno é o espírito. Eu te amo.
Não duvides, nem penses o contrário.
- És meu amor, mesmo que sendo rei eu não signifique nada. Sou apenas uma carta do baralho.
Eu não quero ser nada. Eu sei que é idiota isso, mas eu não quero ser nada além de mim mesmo. Será que isso só basta??
- Não sei...
Sendo humano eu significo muito mais e... muito além, e... eu...
O que queres me dizer amor?
- Você está em mim pra sempre. Eternamente.




falling.boY

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