quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Freedom Number Seven

Confiar em si mesmo,
Querer viver,
Viver a vida bem.

Quebrar regras,
Acredite,
Todas as regras.

A liberdade pode ser sim, transgressora.
Rebelde,
Sem limites!

Eis uma palavra que desconhece significado...
Não possui temor nem lado.






faLL!ng}{b()Y

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Alucinações sobre o Nada, ou Berenice

Uma mulher exclusiva e incensada. Uma hipster da  poesia e agricultura.
Eu, Berenice, a bipolar, a original, a pura!
Muito prazer. Enchantée.

Começo assim, inspirada e catastrófica:

Eu, Berenice Agricultora:

Com esse sol cheio de glamour eu queria me bronzear até ficar vermelha. Estar na praia e virar croquete de areia, comer frango embaixo do guarda-sol.
Ou talvez ser a louca desvairada do mato. Brincar de campeonato!
Comer cogumelos alucinógenos e pitangas radioativas, fumar manjericão até ter uma bad trip, ou beautiful, sei lá. Tô meio confusa.
Sou uma versão mentirosa de mim mesma, certamente.
Enfim. Tudo que é bonito me comove.
Preciso me distrair um pouco da realidade, preciso algo que me renove.
Vou incorporar na dança da manivela enquanto fizer o ritual de purificação da farinha. Vou ser a diva de uma seita vegetariana qualquer e arrasar na cozinha.
Vou ser a fina flor da nobreza.
Virar amazona do agreste cavalgando porcos. Vou puxar as tetas das vacas. Estar em contato com a natureza.
Sempre sonhei em ter uma vida bandida capinando. Já imaginaram ter uma plantação de cenouras para sonhos eróticos? Ou ser uma pistoleira de mandiocais?
Vou me jogar no rio pelada, nadar em rumo ao nada, penso eu. Me afogar. Fazer coisas legais.


Termino assim, repetitiva e escatológica:

Eu, Berenice Poetisa:
(inspirada em Hilda Hilst)

Numa linda tarde sombria,
Na aldeia de Jancacú,
Nascia um lindo menino,
Com o lindo nome de cú.

Aos nove anos de idade,
Inteligente, pra chuchu,
Todos se admiravam,
Com a inteligência do cú.

Aos dezoito anos de idade,
Na carreira militar,
Com muito esforço e esmero,
O cú começou a brilhar.

Numas daquelas batalhas,
Aquela, de Jaburú,
Veio uma flecha perdida,
E furou o olho do cú.

No dia do seu enterro,
O General Jancacú,
Leu uma prece comprida,
Enfiou uma vela no cú.


PS:. Estou encantada comigo mesma. Isso é tudo. Preciso me acalmar da overdose de lirismo antes que seja tarde demais. Nada é o que parece ser.
Hoje estou altamente poética. Não vá se contaminar.




"Para ler ouvindo: Guns n' Roses - Welcome to the Jungle"




fall!n.G.b()y



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Freedom Number Six

Não existe amor...

Mais sincero,
Do que ter,
Ou dar liberdade.

Que ela seja realidade,
E que comece comigo.

Devemos pensar nossa transformação,
Cuidar da própria sorte.

As coisas mudam.

A vida é tudo!
A vida é forte.







fall!ng~b0y

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Incompreensível ou Não

Às vezes,
As coisas tem uma forma.
Ininteligível...
Incompreensível, mas o que importa?

O que conta,
No final,
É que mesmo que demore,
Elas mudam pra melhor,
Mesmo.

Mesmo!
Quer encontremos uma razão,
Ou não.
Basta viver. Elas acontecem.


A alegria não tem mistérios!





faLL!nG>>b()y

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ponto Final

Sou um ponto que dá fim às frases,
Mas sou arredio,
As vezes, bem de vez em quando,
Eu me rebelo!

Dou um jeito de sumir e continuo,
Me torno maior...
Coloco em mim novas idéias e volto à aparecer!
Na verdade queria ter nascido vírgula,
E saber organizar meus pensamentos.


Não queria nunca ter que ser um ponto final...
Pontos finais não sabem ser alegres.






FALL!NG.B0Y

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Às Luzes

Permanência de se estar,
É ficar em si mesmo.
É amar.
É sempre estar construindo...

Pontes em direção aos outros.
Luzes, no caminho, às vezes cegam.
Apenas vejo aquilo que quero,
Afinal, a escuridão sempre se torna dia.



faLL!ng.<|>.b0Y

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Castigado

Enquanto vive,
Na esperança do futuro,
É castigado pela culpa,
De tudo o que sonhou e não viu,
De cada coisa que sonhou em conquistar.


Não soube se arriscar,
E todo o sonho foi ilusão,
Transformou-se em perdedor,
Pouco a pouco...
Seu brilho se apagou,
No anseio de ganhar.





f@ll!nG..b0y

sábado, 3 de novembro de 2012

Exatamente

Atento à seus pensamentos,
Sem pensar no amanhã,
Um homem anda,
Pela calçada, na rua escura.

Exatamente no momento,
Em que outras vidas que desconhece,
Caminham na direção contrária,
E lhe olham nos olhos.

É um eternos solitário,
Descobrindo à si mesmo...
Em busca do amor,
Em busca de remédio para sua silenciosa dor.



falling#b0y