terça-feira, 19 de março de 2013

Inocência, verdade ou identidade?

Vivo lutando contra a insensatez da vida,
Invenção, reinvenção da tristeza, loucura de todos nós um dia sentida.

Afinal somos todos loucos...
Não lembro mais do provérbio.
Todos talvez seja mentira.
Ou talvez isso devia soar como advérbio.

Queria acreditar nas coisas... mas sou muito ignorante... as coisas me transtornam.
Sou um ser profano, de inocência e de verdade.
E essa deveria ser a minha e a tua, sim a tua identidade.

As coisas são como são... me transformam.
Podem não perceber minha presença, mas acredito em minha força,
Sofro, em minha e em tua bondade.


Pense no horror, não me ouças.
Essa é nossa liberdade.

Sou sozinho, és sozinho o tempo inteiro.
Não podemos jamais pensar em nossa vida como dor e cativeiro.


Ela será sempre luz, mesmo que estivermos partindo.
Afinal se mesmo não for, tudo pode ser e é lindo.


A vida é a vida, é reinvenção e algemas.
Não podemos jamais fugir de nossa dor
Sobretudo nosso amor,
E nossas penas.




"Em homenagem à Cecília Meirelles, a dona de todo lirismo e todo tempo hoje e além."


O lirismo não pode ser só tristeza.





F@ll!ng.|30y